Ainda antes do começo oficial da primeira etapa do #365nus, teve a segunda série de projetos autorais do I Hate Flash, dessa vez com o tema “fantasia”.
Achei legal colocar essas fotos por aqui por alguns motivos, mas principalmente porque foi a primeira vez que a Juju e o Chico me ajudaram diretamente em um projeto autoral (uma sendo modelo ficando nua em público porque não tínhamos acesso a nenhuma área aberta particular, e o outro se equilibrando em uma escada dando movimento aos tecidos e quase caindo algumas muitas vezes), e sem dúvida alguma os dois foram as pessoas que mais me ajudaram na realização do projeto (e de muita coisa muito valiosa nessa vida).
As ilustrações foram feitas pelo meu amigo Diego Barcellos.

Fotos para a #calor, parte de uma série de projetos autorais internos do I Hate Flash, que inconsciente mas não coincidentemente eu sempre dei um jeito de tirar a roupa dos amigos que topam participar – no caso, Teresa e Rafa fazendo a primeira coisa que eu penso quando chega essa época no Hell de Janeiro: mergulhar pelado.
Foram as primeiras fotos testando minha caixa de estanque, e eu queria pegar aquele moment mais confuso de um mergulho, com bolhas de ar em volta dos corpos, entre os movimentos de chegar ao fundo e voltar a superfície. Fiz alguns testes e achei mais da hora o resultado no contra, pra dar essa confusão da cor do Sol entrando na água contra o reflexo dos azulejos da piscina (e pra isso eles mergulharam muitas vezes e inalaram muita água, já me desculpei e agradeci bastante por isso 😅).

#2 e #3: Teresa e Rafael

Começando o ano, recomeçando o projeto. ~Igual mas diferente~.

O último post que eu havia feito aqui foi uma despedida: meu avô foi meu amigo, meu professor e o motivo de muitos começos na minha vida. Sem dúvida alguma, inspiração não só pra a̶q̶u̶e̶l̶e̶ / este projeto – que o fato dele ter sido vice-presidente da Associação Carioca de Naturismo e desde sempre ter me ensinado a encarar o corpo / a nudez com a naturalidade que lhe pertence, com certeza foi uma influência direta –, mas para tantas fases da minha vida; desde me ensinar mitologia grega enquanto assistia (TODOS) episódios de Cavaleiros do Zodíaco comigo até ter me incentivado a entrar “de verdade” no mundo mágico da fotografia me dando sua Pentax K1000 de estimação, passando por ter me ensinado a pedalar, por achar que os beatniks eram uma ótima literatura para um moleques de 12 anos kk, por ser tão sem-vergonha (no melhor dos sentidos, mas acho que só quem o conheceu vai entender exatamente), enfim, infinitas reticências.

O lado egoísta sempre bate quando perdemos alguém, mas é no mínimo injusto ficar triste com algo em relação a ele, muito menos deixar de lado algo que ele foi o maior incentivador.
Foram-se as risadas ininterruptas, os almoços de domingo, as conversas inteligentes mesmo nos assuntos mais idiotas, as mil histórias da versão brasileira e gente boa do Bukowski… Mas ficam as lições de vida, os incentivos, as lembranças lindas, a energia 101% positiva e todo o amor transbordante.
Mememé, eu te amo. Obrigado por tudo.

Ah, e contando o que será igual mas diferente: vou retomar o projeto sim, mas em vez da contagem serem os 365 dias de um ano com a pressão de uma foto diária, a contagem serão 365 pessoas, no tempo que for necessário pra elas – e, como mais um ensinamento precioso ao longo desses anos, também respeitando o tempo que for necessário pra mim. É isto.


#1: Hugo