Completando um mês de colaborações, chega a vez da Thásya – que eu tive a felicidade em ter como aluna em uma das aulas / workshops / troca de ideias sobre o projeto, e conhecer mais um pouco do trabalho autoral dela, que é bom pra caralho.
Nesta série que fotografou pra cá, registrou seu irmão, que é bailarino, sendo.

Ser: Roberto.
📷: Thásya Barbosa

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Coming to a month of collaborations, it’s Thásya’s turn – that I had the happiness to have as a student in one of the classes / workshops / exchange of ideas about the project, and to know more about her work, which is so fucking good.
In this series, she shot his brother, who is a dancer, being.

To be: Roberto.
📷: Thásya Barbosa

Recentemente, a Playboy Brasileira entrou em uma nova fase. Não a toa, estava sendo chamada de “a Nova Playboy”: não só por estar em uma nova editora, mas porque se propôs de fato a abordar o nu feminino de uma forma diferente da versão anterior; que não seria mais uma ~revista de mulher pelada~ nesses moldes, e que estavam buscando muito mais o empoderamento feminino do que o deleite masculino – o que, segundo eles, foi o principal motivo de me convidarem a participar dessa nova fase.
Me chamaram primeiro para falar sobre o #365nus por lá, depois para fotografar um editorial da moda masculina para a revista, em seguida, minha amiga Luiza Brasil, e na edição desse mês, um ensaio de 12 páginas com a Évie.

Fiquei muito feliz com minhas colaborações e com o caminho que a revista se propunha a tomar, mas depois disso algumas coisas aconteceram: o desligamento de pessoas da equipe – duas delas foram justamente as “culpadas” pelas minhas participações: quem me fez o convite inicial, defendendo os tais novos ideais da revista, e quem me chamou para os trabalhos seguintes, sempre reafirmando esses valores –, seguido de mudanças na plataforma online onde nitidamente rumam pra um caminho bem diferente do que até então alegavam ser o futuro da publicação, e por fim, a denúncia de assédio contra um dos sócios da revista.

Não voltarei a colaborar com a publicação até que estes pontos – principalmente, o sócio assediador – sejam revistos. É triste ver algo tão promissor e emblemático quanto uma mudança nessa revista-símbolo culminar nisso. Espero sinceramente que a justiça seja feita e não vire só mais um caso de assédio relevado.

Bom, pra não terminar só na bad: fui autorizado a compartilhar algumas das fotos da edição desse mês. Então aí estão algumas das minhas favoritas nessa colaboração.
Abrigo: Évie. 📷: Fernando Schlaepfer

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Recently, the brazilian Playboy has entered a new phase. It was being called “the New Playboy”, not only because it had a new publisher: it actually proposed to approach the female nude in a different way from the previous versions, and would no longer be a “naked woman’s magazine” in these ways, were seeking much more female empowerment than male delight – which, according to them, was the main reason for inviting me to participate in this new phase.I was called first to talk about #365nus there, then to photograph a men’s fashion editorial for the magazine, then my friend Luiza Brazil, and this month’s issue, a 12-page essay with Évie.
I was very happy with my collaborations and the way the magazine was taking, but after that some things happened: the detachment of people from the team – two of them were just the “culprits” for my contributions: the one who made the initial invitation, defending the new ideals of the magazine, and the other one who called me to the following works, always reaffirming those values ​​– followed by changes in the online platform where they clearly headed a very different path from what until then they claimed to be the future of the publication, and finally, the complaint of harassment against one of the partners of the magazine.
I will not collaborate with the publication until those points – especially the stalking partner – are reviewed. It is sad to see something as promising and emblematic as a change in that magazine-symbol culminate in it. I sincerely hope that justice will be done and it won’t be just another case of harassment.
Well, not to end up just bad: I was allowed to share some of the photos from this month’s issue. So there are some of my favorites in this collaboration.

Shelter: Évie. 📷: Fernando Schlaepfer

Seguindo com mais uma colaboração, chegou a vez da dona dos boy tudo (e do My Boy Toys ), Lud Lower, que pra sua primeira colaboração, fotografou o Di Santos na sala de sua casa.

Paslar: Adiel.
📷: Lud Lower

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Following on with another collaboration, it’s time for the boy’s owner (and My Boy Toys as well), Lud Lower, who for this first collaboration, photographed Di Santos at her living room.

Paslar: Adiel.
📷: Lud Lower

Fui fotografar a Bia e Genize pra um outro projeto autoral na House of Learning (ainda esse mês eu falarei dele por aqui!) e aproveitei pra fazer umas fotos delas pra cá também, já que eu quase não gosto de usar aqui como locação. 🙂

House: Beatriz e Genize.

📷: Fernando Schlaepfer
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I was shooting Bia and Genize for another authorial project in House of Learning (I’ll talk about it this month!), and took advantage of it to do some photos of them for this project as well, since I almost don’t love using here as a location. 🙂

House: Beatriz and Genize.

📷: Fernando Schlaepfer

Dando sequência às colaborações dessa nova fase do projeto, o monstro da fotografia analógica Neto Macedo registrou voluntários desconhecidos com sua câmera de fole (uma Graflex Pacemaker), e também revelou em seu laboratório, com a química que fabrica (!).

Sapucaia: anônimos

📷: Neto Macedo
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Continuing the collaborations on this new phase, the monster of analog photography Neto Macedo shot unknown volunteers with his bellows camera (a Graflex Pacemaker), and also developed in his laboratory, with the chemistry he makes (!).

Sapucaia: anonymous

📷: Neto Macedo

Intercalando posts com os primeiros colaboradores neste mês, então, minha vez de novo! :) Bicycoffe: Maila 📷: Fernando Schlaepfer ___________________________________________________________________________ Merging posts with the first contributors...

Intercalando posts com os primeiros colaboradores neste mês, então, minha vez de novo! 🙂

Bicycoffe: Maila

📷: Fernando Schlaepfer
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Merging posts with the first contributors this month, so, my turn again! 🙂

Bicycoffe: Maila

📷: Fernando Schlaepfer

Dando mais um passo nos planos que comentei por aqui recentemente, convidei alguns amigos fotógrafos que acompanharam o primeiro ano do #365nus para serem os primeiros colaboradores, mostrando suas visões do nu de uma forma coerente com a premissa do projeto.
Nas próximas semanas, revezarei os posts com Alberto Prado, Neto Macedo e Lud Lower – entre outros monstros da fotografia nacional que tenho o prazer de trocar ótimas ideias quase que diariamente (prometo que tento ler o grupo todo dia, mas sou uma negação em ~mensageiros instantâneos~ haha). Os 3 foram os primeiros a enviar, então, obviamente, serão os primeiros a participarem dessa nova etapa. Espero que primeiros de muitos! 🙂
Bemfica: Erika

📷: Alberto Prado
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Taking another step forward in the plans I recently commented on, I invited some of my fellow photographers who followed the first year of #365nus to be the first collaborators, showing how they see the nude in a way consistent with the premise of the project.
In the next few weeks, I’ll share the posts with Alberto Prado, Neto Macedo and Lud Lower – among other national photography monsters that I’m happy to exchange great ideas almost daily (I promise I try to read the group every day but I’m a denial in ~instant messengers~ haha). They were the first to send, so obviously, they’ll be the first to participate in this new stage. First of many, I hope! 🙂

Bemfica: Erika

📷: Alberto Prado

Pedra: Lian

Tem várias fotos da primeira etapa do projeto que, mesmo eu tendo amado o resultado, não usei porque achei que não fazia sentido com o restante da série de cada pessoa – mas algumas delas eu salvei mesmo assim, vai que um dia faria sentido soltar, né?
Já que o projeto voltou, tá aí o futuro do pretérito virando presente. 🙂

Germaine: Deise

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There are several photos from the first stage of the project that even though I loved the result, I didn’t use it because I thought it didn’t make sense with that person’s series – but some of them I saved anyway, if that one day arrived and it would make sense to release it.
Since the project has returned, there it is: the future of the past tense becoming present. 🙂

Germaine: Deise

Então. Hoje faz um ano que cheguei ao final da primeira etapa do #365nus, onde publiquei uma foto por dia, durante aqueles 365 dias.

O projeto tomou uma proporção enorme, indo muito além do anseio de me expressar, passando a atingir muitas outras pessoas além de mim e dos fotografados. Não tenho palavras pra dizer o quão gratificante foi / continua sendo a jornada, indo de cada conversa com cada pessoa a cada foto publicada até o desfecho do ano com o financiamento coletivo que foi recompensado em impressões, pôsteres, aulas e o tão ansiosamente aguardado (por mim, pelo menos haha) livro, prometivo para meados desse ano.

Do final do projeto até hoje, continuei ainda voltando ao assunto nos meus trabalhos – ora profissionalmente, ora para outros projetos pessoais –, e não raramente me perguntavam quando eu retomaria o #365nus. A resposta mais comum era “de jeito nenhum, não consigo sobreviver a outro ano daqueles” ou alguma variante negativa do tipo, mas isso sempre ficou na minha cabeça; a dimensão de perrengues no projeto sempre foi diretamente proporcional a de satisfação, ou seja: para caralho. Então a missão era achar uma fórmula que diminuísse os perrengues e mantivesse a satisfação.
Pois bem, talvez eu tenha chegado: a ideia desta nova etapa do projeto é, sim, publicar novamente uma foto por dia, retratando o nu de maneira natural e desmitificada, porém não apenas necessariamente com fotos de minha autoria. Muita gente já me falou que o #365nus foi a inspiração para começar um projeto próprio, ou para mudar a forma como pensava sobre / retratava o nu, e isso sempre foi uma das partes mais recompensadoras: influenciar pessoas positivamente, tanto as que as que são registradas quanto as que registram. Que este tema não precisa se definir apenas por estereótipos e repetições infinitas, que não é apenas um tipo de sexo ou um tipo de silhueta que é cabível dentro do tema, e que – diferente do que as redes sociais que mais usamos parecem pensar, infelizmente –, um corpo é só um corpo.

Concluindo: a partir de hoje, (re)começa a contagem de um ano, publicando diariamente uma foto sobre o tema. Nesse primeiro mês, convidei alguns amigos a participarem – não somente fotografando e sendo fotografados, mas também na organização e curadoria. Nesse primeiro momento eles me ajudarão a organizar as publicações e em um segundo, receberão material de novos colaboradores.

Enfim, pra dar (re)início, vai esta foto que tem a ver com esta nova etapa. Ela é um extra de um outro projeto, que fala sobre começos – mas bem, esse vai ser assunto pra um outro textão em breve por aqui. Chega, né? Bora de novo!

(Re)começo: Eu

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So. A year ago I reached the end of the first stage of # 365nus, where I published a photo a day, during those 365 days.

The project had a huge proportion, going far beyond the urge to express myself, reaching out to many other people besides me and those photographed. I have no words to say how rewarding the journey has been / continues to be, going from every conversation with each person to every photo published, till the end of the year with the crowdfunding that was rewarded in prints, posters, workshops and the so eagerly awaited (by me, at least haha) book, that is expected to be released anytime after for the middle of the year.

From the end of the project to this day, I kept going back to the subject in my work – sometimes professionally, other times for other personal projects – and they rarely asked me when I would resume the #365nus. The most common response was “no way, I can not survive another year of it” or some sort of negative answer, but that always stayed in my head; the dimension of hard times in the project was always directly proportional to satisfaction: a fucking lot. So, the mission was to find a formula that would lessen troubles and maintain satisfaction.
Well, maybe it has arrived: the idea of ​​this new stage of the project is to publish a photo a day again, portraying the naked in a natural and demystified way, but not necessarily with photos of my own. Many people have already told me that #365nus has been an inspiration to start a project of their own, or to change the way they thought about / portrayed the naked, and this was always one of the most rewarding parts: influencing people positively, both those who are shot as those that shoot. That this theme need not be defined only by stereotypes and endless repetitions, that it is not just a type of sex or a type of silhouette that is fit within the theme, and that – unlike those social networks we use most seem to think, unfortunately –, a body is just a body.

Concluding: as of today, (re)starting the count of a year, posting daily a photo on the subject.
In this first month, I invited some friends to participate – not only taking photos and being photographed, but also organizing and curating. In this first moment they will help me organize the publications and in a second they will receive material from new collaborators.

Anyway, this photo has to do with this new stage. It is an extra of another project, which talks about soon – but well, this will be subject to another TLDR kind of text soon here. Enough, right? Let’s go again!

(Re)start: Myself